Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Praianas
.
Todos nós éramos
praienses adoptivos convictos praianos
irmãos dilectos dos nativos da cidade
cientes das suas susceptibilidades
e dos sonegados pergaminhos
da cidade amada que nos criou
da urbe adoptiva que aprendemos
.............................................../a venerar
.
Poemas de Nzé di Sant’ y águ
.
.
É hoje, pelas 18.30, na Associação Cabo-Verdiana, em Lisboa, o lançamento do novo livro do poeta cabo‑verdiano José Luís Hopffer Almada. A apresentação estará a cargo da professora Ana Maria Martinho, do poeta Luís Carlos Patraquim e da poetisa Ana Paula Tavares.
Todos nós éramos
praienses adoptivos convictos praianos
irmãos dilectos dos nativos da cidade
cientes das suas susceptibilidades
e dos sonegados pergaminhos
da cidade amada que nos criou
da urbe adoptiva que aprendemos
.............................................../a venerar
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Poemas de Nzé di Sant’ y águ
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É hoje, pelas 18.30, na Associação Cabo-Verdiana, em Lisboa, o lançamento do novo livro do poeta cabo‑verdiano José Luís Hopffer Almada. A apresentação estará a cargo da professora Ana Maria Martinho, do poeta Luís Carlos Patraquim e da poetisa Ana Paula Tavares.
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6. Saborear a Poesia
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Cidade Velha, Património Mundial
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.Cidade do mais antigo nome
(excertos)
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Não pediste o alimento ínvio
nos íngremes dias de infância,
nem o peso do pó regateaste
pelo lento entardecer dos anos,
embora setembro nas alturas
seja tanta luz a apascentar o verde.
.
Altas vozes te nomearam
impávido cordeiro do sacrifício,
mas sei que eras apenas essa criança
sobressaltada quando no horizonte
surdem velas corsárias e o céu se
despenha da rota algibeira de deus.
.
Por isso este abismo cavado
à flor da tua fala mansa, e as luzes
que trazes nos cabelos pulsando
como um anoitecido rebanho de estrelas.
.
Estes desgrenhados versos que te ofereço
agora são o viático da desforra
nos enrouquecidos pulmões da história:
tudo cabe na garganta do tempo
ou à ilharga desse sol pernalta
nos íngremes dias de infância,
nem o peso do pó regateaste
pelo lento entardecer dos anos,
embora setembro nas alturas
seja tanta luz a apascentar o verde.
.
Altas vozes te nomearam
impávido cordeiro do sacrifício,
mas sei que eras apenas essa criança
sobressaltada quando no horizonte
surdem velas corsárias e o céu se
despenha da rota algibeira de deus.
.
Por isso este abismo cavado
à flor da tua fala mansa, e as luzes
que trazes nos cabelos pulsando
como um anoitecido rebanho de estrelas.
.
Estes desgrenhados versos que te ofereço
agora são o viático da desforra
nos enrouquecidos pulmões da história:
tudo cabe na garganta do tempo
ou à ilharga desse sol pernalta
pastoreando as mudáveis coisas do mundo.
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José Luís Tavares
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José Luís Tavares
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6. Saborear a Poesia
Domingo, 21 de Junho de 2009
«O útero da casa»
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Mátria
.
Quero-me desperta
se ao útero da casa retorno
para tactear a diurna penumbra
das paredes
na pele dos dedos reviver a maciez
dos dias subterrâneos
os momentos idos
.
Creio nesta amplidão
de praia talvez ou deserto
creio na insónia que verga
este teatro de sombras
.
E se me interrogo
é para te explicar
riacho de dor cascata de fúria
pois a chuva demora e o obô entristece
ao meio-dia
.
Não lastimo a morte dos imbondeiros
a Praça viúva de chilreios e risonhos dedos
.
Um degrau de basalto emerge do mar
e na dança das trepadeiras reabito
o teu corpo
templo mátrio
meu castelo melancólico
de tábuas rijas e de prumos.
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in O útero da casa,
Mátria
.
Quero-me desperta
se ao útero da casa retorno
para tactear a diurna penumbra
das paredes

na pele dos dedos reviver a maciez
dos dias subterrâneos
os momentos idos
.
Creio nesta amplidão
de praia talvez ou deserto
creio na insónia que verga
este teatro de sombras
.
E se me interrogo
é para te explicar
riacho de dor cascata de fúria
pois a chuva demora e o obô entristece
ao meio-dia
.
Não lastimo a morte dos imbondeiros
a Praça viúva de chilreios e risonhos dedos
.
Um degrau de basalto emerge do mar
e na dança das trepadeiras reabito
o teu corpo
templo mátrio
meu castelo melancólico
de tábuas rijas e de prumos.
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in O útero da casa,
Conceição Lima (Santana, ilha de São Tomé).
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O destino de Cidade Velha
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O destino de Cidade Velha
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Amanhã, em Sevilha, decorre a 33ª Sessão do Comité de Património da UNESCO para a avaliação final da candidatura da antiga cidade de Ribeira Grande, a nossa Cidade Velha, à Património Mundial da Humanidade. Trata-se do berço da nação cabo-verdiana, uma cidade erguida num pedaço de chão, no remoto século XV. E fica aqui este poema emprestado da Conceição Lima para uma meditação enquanto as novas não chegam…
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5. Mitos e Realidades
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Isaura
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Isaura Gomes, Cabo Verde.
primeira mulher deputada na Assembleia Nacional (1975-1980).
primeira mulher presidente de uma Câmara Municipal (eleita em 2004; reeleita em 2008).
primeira mulher a se disponibilizar para uma eventual candidatura à Presidência da República.
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Parabéns, Zau. E obrigada por quebrar muitas barreiras.
primeira mulher presidente de uma Câmara Municipal (eleita em 2004; reeleita em 2008).
primeira mulher a se disponibilizar para uma eventual candidatura à Presidência da República.
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Parabéns, Zau. E obrigada por quebrar muitas barreiras.
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A actual conjuntura interna parece favorável para a corrida presidencial no feminino: ela-contra-ela.
Uma já se disponibilizou. Falta a outra...
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4. Mulher-Mulheres
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Marcha contra Violência...
Hoje, a sociedade civil cabo-verdiana vai se manifestar, com uma marcha pelas ruas da capital, que começa às 15h, condenando a violência contra as mulheres. Sabemos que a violência contra as mulheres é uma maldição nas nossas casas, nas nossas vilas e cidades, nas nossas ilhas, no nosso país, no nosso mundo. Portanto, ninguém deve se calar perante o incrementar de mais casos trágicos que assolam famílias, crianças e a nossa juventude..
Percurso: Achadinha Cima, Avenida Cidade de Lisboa, Fazenda, Plateau, com paragem na praça Alexandre de Albuquerque, frente ao Tribunal; descida do Plateau, Rotunda de Chão de Areia, Avenida Cidade de Lisboa, com paragem frente ao Palácio de Governo.
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4. Mulher-Mulheres
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Poeta-laureado
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XXIº Prémio Camões: Arménio Vieira
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...Meus amigos e minha amigas, Camões chega finalmente às ilhas afortunadas... Arménio Vieira, um poeta e escritor que já estava quase esquecido lá pelas bandas da capital cabo‑verdiana, acaba de ser galardoado com o Prémio Camões 2009. Este prémio maior da literatura produzida na lingua lusa já distinguiu mais de duas dezenas de escritores e escritoras, poetas e poetisas, que também são meus/minhas: Miguel Torga, Jorge Amado, Maria Velho da Costa, José Saramago, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Eduardo Lourenço, José Craveirinha, Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e agora Arménio Vieira...
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Arménio Vieira nasceu na cidade da Praia (ilha de Santiago, Cabo Verde), em Janeiro de 1941. Foi um elemento activo da geração de sessenta, um dos fundadores da Sèló: Folha dos Novíssimos. Tem colaboração dispersa em várias publicações (Mákua, Alerta, Imbondeiro, Ariope, Boletim de Cabo Verde, Vértice, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto). Está incluído em diversas colectâneas. Publicou dois livros de poesia - Poemas (1981) e MITOgrafias (2007); a novela O Eleito do Sol (1989) e o romance No Inferno (1999). Acaba de concluir um novo livro de poesia, pronto para a sua publicação (que seja em Cabo Verde e além fronteiras!). Também já foi galardoado com muitos outros prémios. Em Março deste ano, João Branco encenou a peça “No Inferno”, que foi mais um momento de emoções para o autor da obra.
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Das reacções
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«A título pessoal, eu esperava o prémio. Mas por causa de ser Cabo Verde, admiti que fosse ainda um bocado cedo. É pequeno em relação à imensidão do Brasil, que tem centenas de escritores óptimos. E Portugal também [...]. Acho que é uma honra para Cabo Verde. É histórico, Cabo Verde nunca tinha ganho. Desta vez, lembraram-se do nosso pequeno país», disse Arménio Vieira.
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«Arménio Vieira reagiu, à sua maneira [...]: “Eu preferia não ganhar […]. Já recebi mais de 100 telefonemas, já dei várias entrevistas, enfim, isto cansa.”», disse Arménio Vieira.
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«É um escritor/poeta de ruptura, que saiu da tradicional ladainha da terra de Cabo Verde e abriu-se ao mundo. Arménio Vieira faz uma literatura de dissidência saudável [...]», Ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga.
XXIº Prémio Camões: Arménio Vieira
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...Meus amigos e minha amigas, Camões chega finalmente às ilhas afortunadas... Arménio Vieira, um poeta e escritor que já estava quase esquecido lá pelas bandas da capital cabo‑verdiana, acaba de ser galardoado com o Prémio Camões 2009. Este prémio maior da literatura produzida na lingua lusa já distinguiu mais de duas dezenas de escritores e escritoras, poetas e poetisas, que também são meus/minhas: Miguel Torga, Jorge Amado, Maria Velho da Costa, José Saramago, Pepetela, Sophia de Mello Breyner, Eduardo Lourenço, José Craveirinha, Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes e agora Arménio Vieira...
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Arménio Vieira nasceu na cidade da Praia (ilha de Santiago, Cabo Verde), em Janeiro de 1941. Foi um elemento activo da geração de sessenta, um dos fundadores da Sèló: Folha dos Novíssimos. Tem colaboração dispersa em várias publicações (Mákua, Alerta, Imbondeiro, Ariope, Boletim de Cabo Verde, Vértice, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto). Está incluído em diversas colectâneas. Publicou dois livros de poesia - Poemas (1981) e MITOgrafias (2007); a novela O Eleito do Sol (1989) e o romance No Inferno (1999). Acaba de concluir um novo livro de poesia, pronto para a sua publicação (que seja em Cabo Verde e além fronteiras!). Também já foi galardoado com muitos outros prémios. Em Março deste ano, João Branco encenou a peça “No Inferno”, que foi mais um momento de emoções para o autor da obra.
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…fico feliz, porque ainda estou vivo...
.Das reacções
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«A título pessoal, eu esperava o prémio. Mas por causa de ser Cabo Verde, admiti que fosse ainda um bocado cedo. É pequeno em relação à imensidão do Brasil, que tem centenas de escritores óptimos. E Portugal também [...]. Acho que é uma honra para Cabo Verde. É histórico, Cabo Verde nunca tinha ganho. Desta vez, lembraram-se do nosso pequeno país», disse Arménio Vieira.
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«Arménio Vieira reagiu, à sua maneira [...]: “Eu preferia não ganhar […]. Já recebi mais de 100 telefonemas, já dei várias entrevistas, enfim, isto cansa.”», disse Arménio Vieira.
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«É um escritor/poeta de ruptura, que saiu da tradicional ladainha da terra de Cabo Verde e abriu-se ao mundo. Arménio Vieira faz uma literatura de dissidência saudável [...]», Ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga.
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6. Saborear a Poesia
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Al final de este viaje en la vida
.
Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos hinchados de ir
a la muerte, al odio, al borde del mar.
Al final de este viaje en la vida quedará
nuestro rastro invitando a vivir.
Por lo menos por eso es que estoy aquí.
.
Somos prehistoria que tendrá el futuro,
somos los anales remotos del hombre.
Estos años son el pasado del cielo;
estos años son cierta agilidad
con que el sol te dibuja en el porvenir,
son la verdad o el fin, son Dios.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.
.
Al final de este viaje en la vida quedará
una cura de tiempo y amor,
una gasa que envuelva un viejo dolor.
Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos tendidos al sol
como sábanas blancas después del amor.
.
Al final del viaje está el horizonte,
al final del viaje partiremos de nuevo,
al final del viaje comienza un camino,
otro buen camino que seguir
descalzos contando la arena.
Al final del viaje estamos tú y yo intactos.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.
.
Silvio Rodríguez (Cuba)
Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos hinchados de ir
a la muerte, al odio, al borde del mar.
Al final de este viaje en la vida quedará
nuestro rastro invitando a vivir.
Por lo menos por eso es que estoy aquí.
.
Somos prehistoria que tendrá el futuro,
somos los anales remotos del hombre.
Estos años son el pasado del cielo;
estos años son cierta agilidad
con que el sol te dibuja en el porvenir,
son la verdad o el fin, son Dios.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.
.
Al final de este viaje en la vida quedará
una cura de tiempo y amor,
una gasa que envuelva un viejo dolor.
Al final de este viaje en la vida quedarán
nuestros cuerpos tendidos al sol
como sábanas blancas después del amor.
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Al final del viaje está el horizonte,
al final del viaje partiremos de nuevo,
al final del viaje comienza un camino,
otro buen camino que seguir
descalzos contando la arena.
Al final del viaje estamos tú y yo intactos.
Quedamos los que puedan sonreír
en medio de la muerte, en plena luz.
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Silvio Rodríguez (Cuba)
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9. Outras Conversas
«a vida é um ai que mal soa…»
.Gabriel Pina (Gabi/Gi), jovem dinâmico, humilde, afável, comunicativo, de sorriso fácil e contagiante. Às vezes, recorria ao humor negro para revelar o que realmente lhe ia na alma. A sua curta e saudosa permanência entre nós deixa‑nos com a eterna lembrança de um jovem requintado e multifacetado; amante de valores como amizade, solidariedade, companheirismo e abnegação.
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Nasceu no dia 20-12-82, em Assomada, Cabo Verde. Oriundo de uma família batalhadora, personifica a trajectória historicamente protagonizada pelo povo das ilhas. Abraçou a educação, a instrução académica e o conhecimento com garra. Licenciado em Medicina, encontrava-se em fase de especialidade, em Havana, Cuba. Tinha 26 anos. Enfrentou com dignidade a maldita leucemia, encorajando, até aos últimos minutos, os seus colegas, amigos e familiares.
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Embora sabendo que “a vida é um ai que mal soa”, o dia 03-05-09 foi, para nós, de muita dor. Apesar da dor irreparável, e todos os gestos de conforto insuficientes para nos ajudar a lidar com essa perda, na primavera da vida, o desaparecimento físico do Gabi não apagará a imagem que temos do jovem daquele sorriso sempre contagiante e terno, como quem estivesse a atenuar a dor dos que o rodeavam, perante uma anunciada fatalidade.
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À família enlutada e aos amigos Gilson Cabral e Ed Rodrigues (3b is forever.), o nosso abraço.
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Suzano Costa, Eurídice Monteiro, Chuna Costa, Janine Rosa, Marco Varela, Ivandro Teixeira, Nadine Rodrigues, Gerson Semedo, Pedro Borges Tavares, José Augusto Cabral, Ricardo Borges, Nivaldo Vicente, Elsa Monteiro, Rosa Monteiro, Carlita Lopes, Evandra Sá Nogueira, Lezy Andrade, Carla Fernandes, Micau Furtado, Minga Afonso, Dirce Furtado, Kime, Quim, Jeff, Artemisa Monteiro, Marlice Santos, Alice, Tó, Claudia Teixeira, Denilson Cabral, Lúcia Veiga, Felisbelo, Aleida Furtado...
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Amig@s em Cabo Verde e na Diáspora.
Amig@s em Cabo Verde e na Diáspora.
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9. Outras Conversas
Domingo, 3 de Maio de 2009
“I believe in angels”
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Gabriel Pina, Gabi/Gi,
20-12-82, Cabo Verde -- 03-05-09, Cuba.
26 anos...
médico. quase especialista...
menino de Assomada, do riso e de sonhos...
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Imagem: Edith Borges
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9. Outras Conversas
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Ela-contra-Ela
.8-8... alcançamos um excelente resultado!
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Desta vez, com um dos potenciais árbitros da partida de pingue‑pongue em vias de ser substituído por um ex‑jogador de xadrez, e o outro a restabelecer as suas energias depois da última caçada desafortunada, aguarda-se uma jogada, se a memória não me falha, nunca dantes vista, nem nas ilhas, nem nos arredores, desde tempos imemoriais!
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De um lado, ela, ela mesma. Do outro, uma delas.
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Eis a questão: porque é que todas, de um lado e do outro, se emudecem?
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...mas eles não estão preparados para «deixá‑las» flutuar, disse-me uma voz.
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...mas eles não estão preparados para «deixá‑las» flutuar, disse-me uma voz.
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4. Mulher-Mulheres
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
This Is My Africa
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Em Lisboa, acontece!
Novos cinemas de África.
Para este fim-de‑semana,
fica uma sugestão: This Is My Africa.
Se não chover por cá, estarei lá...
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Espreitar o programa completo: lisin.
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5. Mitos e Realidades
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